POLÍCIA FECHA BOCA DE FUMO

Avenida Liberdade 212, bairro da Paz, Parauapebas (PA). Esse é o endereço onde agia Francinete Maria de Souza, 43 anos, empresária do tráfico. O estabelecimento dela: uma boca de fumo. Os empregados: seus próprios filhos crianças, que atuavam como office-boys no mundo do crime. Francinete e as crianças eram chefes na empresa do crime.
Como educação passou ao longe, a escola em que aprendiam A.B.S, 12 anos, e B.C.B.S., 14, era um ambiente hostil e disfarçado para ludibriar as ações de combate ao tráfico da Polícia Civil (PC) de Parauapebas. Na matemática dos filhos de Francinete, o cálculo mais adequado era recensear o número de petecas de crack, produto que ela, a cumieira da casa, passava adiante com a ajuda de comparsas. Nas aulas de português, o substantivo droga, para os meninos, tinha valor superlativo. Em geografia, eles conheciam bem as localidades nas quais deveriam fazer as entregas. Sem história, o tráfico que vinha imperando na família fez ser esquecida a infância dos adolescentes.
De acordo com o delegado André Albuquerque, na batida policial que desvendou a boca de fumo onde se escondiam Francinete e companhia limitadinha, foram detidos integrantes de uma mesma família, todos viciados em droga e traficantes em potencial. “Lá, encontramos em situação de risco até crianças convivendo com o tráfico e um deficiente físico no meio das drogas, jogado. A casa é uma verdadeira imundície: só havia lixo lá dentro”, narrou o delegado.
Albuquerque falou que, diante da chegada da polícia para efetuar prisões e apreensões, o bando tentou arremessar a droga pelo muro, mas não deu certo, visto que o produto se espalhou pelo chão. “Foram encontradas duas pedras grandes de crack até na fossa, as quais seriam embrulhadas posteriormente e, depois, vendidas e consumidas”, contou.Na operação, foram encontradas cerca de 200 petecas de crack já embrulhadas. “Eles escondiam a droga muito bem escondida para dificultar a descoberta por parte da polícia, bem como para burlar a fiscalização. Nas batidas que realizamos anteriormente, não constava nada”, observou a autoridade policial.
Francinete já havia sido presa por tráfico. A.B.S. é viciado e B.C.B.S. é quem comandava a venda da droga e também já havia sido detido. Um outro filho da Francinete, Alan Bezerra de Souza, de 19 anos, está preso há seis meses por envolvimento com o tráfico.Nilson Luís da Silva, 29 anos, também foi detido junto com a família. Ele dava suporte, inclusive com uma moto, para que a droga circulasse e chegasse a seus destinos em alta velocidade, literalmente.
O Conselho Tutelar foi acionado para tomar conta das crianças e tirá-las da situação de risco, uma vez que a mãe ficará presa.
A Secretaria de Assistência Social de Parauapebas (Semas) foi convocada para cuidar do deficiente físico encontrado praticamente abandonado na boca de fumo.
Pela lição aos filhos, pela negligência e pelo comportamento, Francinete carregará o julgo de uma série de situações pelas quais será enquadrada. Tráfico de drogas, proteção ao tráfico, abandono material e intelectual e abuso de incapaz são alguns deles. Os demais participantes, direto ou indiretamente envolvidos, como é o caso de Nilson Luís, vão responder por tráfico e associação. A polícia vai continuar as investidas no desmonte do tráfico de drogas no município

Fonte : C. do Tocantins

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