VALE INICIA PROJETO DE FOSFATO NO PERU

A Companhia Vale do Rio Doce (Vale) lança hoje (05) a pedra fundamental do projeto Bayóvar, no Peru, com expectativas mais otimistas de produção de fosfato do que as projeções iniciais, realizadas durante a concorrência para explorar as jazidas. Em 2005, a empresa esperava extrair 3,3 milhões de toneladas do mineral. Concluídos os estudos de viabilidade comercial do projeto, as projeções apontam para uma produção 20% maior.
A produção de fosfato ganhou importância no Brasil e no mundo com a necessidade de aumento na produção de alimentos, já que é componente básico de fertilizantes. O preço do insumo tem refletido a procura. A participação do fosfato na receita da Vale cresceu 128% no segundo trimestre, de acordo com o balanço da empresa. O peso do minério, porém, ainda é pequeno se comparado ao minério de ferro e níquel. Foram 181 mil toneladas de fosfato no segundo trimestre e uma receita de R$ 179 milhões, enquanto minério de ferro rendeu R$ 7,9 bilhões e o níquel R$ 3,1 bilhões. Localizado no departamento de Piura, o projeto nasceu com reservas estimadas em 816 milhões de toneladas de rochas fosfáticas.
A previsão da Vale é começar a produção no primeiro semestre de 2010. Até lá, a companhia deve investir US$ 11 milhões para desenvolvê-lo. Também serão aportados recursos na construção de uma usina e talvez de um porto multimodal, que atenderia a exportação de fosfato e alavancaria outros projetos no norte do Peru. Manganês.
A Vale informou ontem que paralisou as operações de sua subsidiária na França, a Rio Doce Manganèse Europe, devido a um vazamento de metal no forno elétrico. Segundo a companhia, as operações serão interrompidas por um período de aproximadamente seis meses, com o retorno previsto para fevereiro de 2009. Com isso, a produção deverá sofrer um corte da ordem de 45 mil toneladas de ligas. A subsidiária já operava a 60% de sua capacidade instalada, devido ao acidente ocorrido em agosto de 2007.
No ano passado, a Vale vendeu 708 mil toneladas de minério de manganês e 488 mil toneladas de ferroligas. A companhia possui operações no Brasil e na Noruega, além da França. No exterior e no Pará, são produzidos minério de manganês e ferro-manganês-alto carbono para venda no mercado internacional, especialmente a Europa.
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